sexta-feira, 2 de outubro de 2009

S. João 1:11 a 14

A ESPERA SILENCIOSA


"Alguma vez o assaltou a idéia de que por ter caído tantas vezes na vida espiritual, Deus não queira mais saber de você? Existe algo no mundo que seja capaz de separar Deus de você? Tem você o direito de pensar que Deus o abandonou e o esqueceu?


"Veio para o que era seu e os seus não o receberam. Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; a saber: aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai". (S. João 1:11 a 14)


O Verbo se fez carne. O Senhor Jesus Cristo se fez carne e habitou em meio de nós.


Você alguma vez foi assaltado? Esta pergunta pode parecer sem muito sentido. Mas eu já fui assaltado três vezes.


O assalto é uma experiência interessante de se contar e terrível de se viver. Depois de sermos assaltados, algo terrível acontece na nossa mente. Começamos a tremer quando pensamos que poderíamos estar mortos. Começamos a acreditar que existem pessoas que por um pouco de dinheiro são capazes de tirar a vida de outras pessoas. Depois do primeiro assalto, eu vivi dias difíceis porque tinha a impressão de que toda pessoa desconhecida que se aproximava de mim, ia me assaltar. Eu desconfiava de todos. Quando alguém vinha por uma calçada, eu passava para a outra. No ponto de ônibus, eu ficava meio distante e quando alguém se aproximava, eu olhava com suspeita e ficava pronto para fugir se fosse o caso. Fiquei traumatizado pois vivi um momento dramático em minha vida. Colocaram uma faca em meu peito e o meu dinheiro e relógio foram levados. A partir daquele momento comecei a desconfiar das pessoas.


Amigo, isto talvez seja o mais trágico do pecado. O pecado cria desconfiança entre os seres humanos; cria barreiras intransponíveis; abre brechas entre marido e mulher; cria limites entre pais e filhos. O pecado abre distância entre os membros de uma mesma igreja; abre feridas que depois não se fecham; causa traumas que o tempo não é capaz de apagar. Porém, talvez o mais terrível do pecado seja mesmo a dolorosa experiência de nos afastar, de nos separar, de nos isolar do mundo.


Quando você era criança e fazia algo de errado, a primeira coisa que vinha à sua mente era se esconder, não era? Pois é. O pecado nos faz esconder, nos faz partir para longe. Ele nos separa de Deus criando uma barreira entre o Pai e nós.


Nós adultos, quando cometemos algo de errado contra uma pessoa, temos medo de nos encontrar com ela e se por acaso a encontramos, temos vergonha de olhar em seus olhos.


O pecado separa as pessoas, as famílias, os irmãos, os amigos. Talvez você já tenha sido traído por um amigo em quem confiava. Talvez já tenha sido traído pelo seu cônjuge; pelo pai ou pelo filho; ou até mesmo por um pastor ou ancião da sua igreja, e entende perfeitamente o que falo. Isto é o que o pecado nos traz. Porém, o pior de tudo é que o pecado nos separa de Deus.


A minha pergunta é: O pecado separa Deus de nós? Veja o que a Bíblia diz: "Porque eu estou bem certo de que nem morte, nem vida, nem anjos, nem principados, nem cousas do presente, nem do porvir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor". (Romanos 8:38 e 39)


Amigo, quero que você entenda isto, porque quando Jesus veio a este mundo, os líderes de Seu tempo não conseguiram entender. Tenho a impressão de que hoje muitos cristãos também não entendem este assunto.


O pecado nos separa de Deus, mas não separa Deus de nós. Quando Jesus veio a este mundo, as pessoas não conseguiam entender isto, e confundiam o pecado com o pecador. Quando um homem cometia um pecado, ele era rejeitado e desprezado. Ninguém mais se relacionava com esse homem.


Jesus veio para arrancar esse conceito da mente humana. Por isso, quando Jesus estava nesta terra, enquanto os membros da igreja daquele tempo se afastavam dos pecadores, Jesus os procurava, se juntava e se assentava com eles. Quer dizer que Deus aprovava a vida dos pecadores? Não, porém, sabia que para salvá-los tinha de buscá-los e amá-los. Enquanto isso, os líderes da igreja formavam um pequeno grupo à parte e criticavam o Senhor Jesus por esta atitude.


Veja o que diz a Bíblia: "Aproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores para o ouvir. E murmuravam os fariseus e os escribas, dizendo: Este recebe pecadores e come com eles". (Lucas 15:1 e 2)


Amigo, os membros da igreja de Deus naquela época não aceitavam a idéia de que o pecado nos separa de Deus, mas não separa Deus de nós.


Quando pecamos, escolhemos abandonar a Deus. Partimos para nosso próprio mundo; andamos em nossos caminhos; fazemos coisas que nos machucam por dentro e que machucam as pessoas queridas que estão ao nosso redor. Mas o pecado não separa Deus de nós. Ele vai atrás de nós, nos suplica, nos espera, nos ama.


Entretanto, os líderes daquele tempo não conseguiram entender isso, perseguiram o Senhor Jesus e finalmente O mataram.


Jesus ao andar nesta terra procurou os miseráveis pecadores, as prostitutas, e seguramente procurou também os homossexuais e toda a gente perdida daquele tempo. Gente como Maria Madalena que tinha prometido sete vezes que mudaria de vida e não tinha forças para mudar; leprosos, paralíticos, cegos, gente que não tinha mais esperança, que não sabia mais para aonde ir. Foram esses quem Jesus procurou. Foi com eles que Jesus se sentou, comeu e viveu.


Na hora da morte, Jesus não escolheu dois homens de melhor conduta para morrer entre eles. Ele foi crucificado entre dois ladrões. Morreu do jeito que viveu. Viveu entre pecadores e morreu entre pecadores. Ele tinha vindo a este mundo para dar esperança aos homens sem esperança. Eles eram o motivo de Sua vida.


Isto não quer dizer que Jesus consentia com as atitudes erradas da prostituta ou aceitava a desonestidade de Zaqueu. Não! Isto não quer dizer que Jesus aprovava os caminhos errados desses homens. Jesus não consente com o pecado, mas ama o pecador.


Aqui, há uma grande mensagem de esperança para você e para mim: Não importa quem você é, por onde andou, quando caiu nem de que maneira pode estar neste momento; não importa quão amarrado você possa estar a costumes, vícios e hábitos dos quais não pode se libertar. Quero que saiba algo: Jesus o ama. Ele nunca aprovou sua conduta, mas Ele nunca deixou de amá-lo. Esta é a mensagem central da Bíblia.


É por isso que encontramos esta repetida figura nas Sagradas Escrituras. Em Gênesis, quando Adão e Eva pecaram, o pecado os separou de Deus. Eles procuraram folhas de figueira e se esconderam atrás de uma árvore. Não queriam mais saber de Deus. Queriam fugir. O pecado separa o homem de Deus, mas não separa Deus do homem. E é por isso que Deus, ao entardecer, desceu de Seu trono celeste, pisou na terra e procurou o homem.


A mensagem central da Bíblia é que o ser humano, por causa do pecado, vive longe de Deus, mas mesmo assim Deus o ama. Por mais que o homem esteja vivendo na miséria, Deus não perde as esperanças, continua acreditando, esperando e suplicando.


Quando o povo de Israel saiu livre do Egito, Deus esteve na montanha entregando as tábuas com os Dez Mandamentos a Moisés. Enquanto acontecia um momento glorioso lá em cima, embaixo o povo se entregava à idolatria. Tinha feito um bezerro de ouro e estava adorando e dançando em torno desse ídolo. Deus disse: Far-me-ão um santuário e Eu habitarei no meio deles.


Ah, amigo! Esses homens por causa de seus pecados, não estavam dando ouvidos a Deus. Eles não estavam querendo saber de Deus de tão arrastados que estavam pela idolatria.


Hoje, talvez não estejamos adorando bezerros de ouro, mas sim um tipo de cultura, de música, de literatura; um tipo de amizade, ou um estilo de vida, não sei. Talvez estejamos adorando a nossa própria capacidade humana. Mas assim mesmo Deus quer habitar em nosso meio.


Como pode Deus querer estar no meio de um povo que não quer saber nada dEle? Aí está o grande e maravilhoso amor de Deus. Deus vai atrás do ser humano, corre, acredita, espera, trabalha. O Espírito Santo te segue, te persegue; te fala de uma maneira, de outra; às vezes dramática, outras com suavidade; te fala com amor, te sacode, te fala através de um terremoto ou de uma tragédia, mas te fala. Deus não perde as esperanças e acredita que um dia você acordará.


Nos versos 1 e 2 do capítulo 15 de Lucas, os fariseus acusam a Jesus: "Por que se junta aos pecadores? Por que vive e come com os pecadores?"


Jesus neste mundo, falou em parábolas. E nesse mesmo capítulo encontramos três: A parábola da moeda, da ovelha e do filho. Os três perdidos. Isto quer dizer que Jesus se junta aos pecadores a fim de buscá-los.


A parábola do filho é conhecida como a parábola do filho pródigo. Por que filho pródigo? Porque foi muito pródigo em gastar seu dinheiro, sua vida, sua saúde e sua juventude. Acho que a parábola não devia se chamar a parábola do filho pródigo e sim, a parábola do pai pródigo. Pródigo em amar, em acreditar. Pródigo em ter paciência e esperar.


A figura que se destaca em Lucas 15 não é o filho que se perde, mas o pai que vai atrás desse filho. É o pai que espera. É o pai que ama. É o pai que suplica. O Espírito de profecia diz que foi o amor do pai que finalmente venceu no coração do filho e o trouxe de volta. Eu pergunto: Amou o pai a seu filho quando ele se comportava bem, quando trabalhava na fazenda e cumpria todos os seus deveres? O amou mais do que quando ele estava em meio aos porcos, as prostitutas, gastando sua vida e seu dinheiro? Em que momento Deus mais ama seu filho? Em que momento o pai da parábola mais amou seu filho?


Quando o filho estava em casa e se portava bem, o pai o amava muito e estava feliz. Quando o filho se afundou na miséria do pecado, o pai continuou amando-o muito, mas estava triste. Aí está a diferença. Quando nós deixamos que Seu poder nos transforme e que Seu Espírito nos guie em Seus caminhos, Deus nos ama muito e fica feliz. Mas quando deixamos de prestar atenção à direção do Espírito Santo e nos afundamos na miséria da vida, Deus continua nos amando, só que agora com lágrimas nos olhos. Essa é a diferença.


Muita gente não é capaz de entender esta mensagem e pensa assim: "Pastor, o senhor está pregando uma mensagem perigosa, porque se o senhor diz que o homem peca e Deus continua amando, e que o amor dEle não tem limite, então o senhor está incentivando o pecado, e o homem pode pensar: "Por que vou deixar de pecar se Deus me ama mesmo no pecado"?


Mas quem fizer esta pergunta é porque nunca compreendeu o que é capaz de fazer o amor de Deus. Ele sabia perfeitamente que se o amor não fosse capaz de transformar uma vida, nada mais o seria. Jesus sabia por exemplo que se o amor dEle não fosse capaz de transformar Maria Madalena, nada mais a transformaria. Por isso a amou, acreditou e esperou. Embora Maria caísse uma vez, caísse outra e mais outras e ninguém mais acreditasse que um dia ela se levantaria, Jesus, entretanto, continuou acreditando e o Seu maravilhoso amor foi o maior argumento que pôde conscientizá-la de seu estado pecaminoso. Quando ela compreendeu isto, se agarrou num fio de esperança e foi banhada no sangue de Jesus.


Maria aprendeu a desconfiar de sua própria força de vontade e a depender de Cristo se ajoelhando e dizendo: "Senhor Jesus, sozinha, estou perdida. Posso prometer um milhão de vezes, mas nunca conseguirei. Preciso que Tu operes um milagre em minha vida. Preciso que Tu faças algo que eu não posso fazer por mim mesma". E só assim foi transformada.


Ah, querido! Meu pai foi um homem muito duro, um homem que não admitia erros. Ele não conhecia Jesus, mas era um homem muito honesto. Não aceitava a Jesus, mas era um moralista de primeira linha. Para ser um moralista não precisa ser cristão. Ser cristão é viver preocupado em deixar que Jesus viva em você. Ser moralista é viver preocupado apenas em portar-se bem. Mas, graças a Deus, no fim de sua vida, aceitou a Jesus e tornou-se um cristão. E como eu já disse, ele não admitia erros, e eu, quando garoto, cometia muitos erros.


Certo dia fiz algo errado. Meu pai já tinha me dado uma advertência, mas eu continuava errando no mesmo ponto. Um dia, do qual não me esquecerei, fui flagrado. Eu sabia que quando meu pai chegasse, à tarde, teria que me acertar com ele. Ele tinha me prometido que se eu cometesse aquele erro mais uma vez me daria vinte chicotadas. Quando ele chegou, eu já estava preparado. Então me disse: Venha ao quarto. E fui. Eu devia ter nove anos, dez, talvez. Eu tinha vestido quatro calças para assim diminuir a dor e meu pai percebeu. Eu quero imaginar neste momento meu pai vendo entrar o filho, com as pernas grossas por causa das quatro calças. Eu, com nove anos pensava que meu pai não perceberia, mas parece que percebeu. Eu era uma caricatura diante de meu pai tentando resolver o meu problema vestindo quatro calças. Ele podia ter rido de mim, mas não riu. Eu vi lágrimas em seus olhos. O chicote estava em sua mão. Eu sabia que merecia o castigo. Ele devia dar-me as vinte chicotadas que tinha prometido. Eu já tinha me dito que não choraria nem reclamaria. Estava pronto para receber meu castigo. Meu pai não conhecia a palavra perdão, mas aquela tarde aconteceu uma coisa estranha. Aquele homem duro se emocionou e disse:


- Venha cá. Aproxime-se mais.


Cheguei perto dele. Ele tinha o chicote na mão. Fechei os olhos esperando a primeira chicotada, mas o que eu senti foi um abraço. Meu pai me abraçou. Havia lágrimas em seus olhos e então me disse:


- Filho, eu não quero castigá-lo. Não pense que eu sinto prazer em castigá-lo. Eu o amo filho, mas tenho que fazer isso para o seu próprio bem; para que você não sofra quando crescer. Você tem que aprender a obedecer agora.


Mas ele me abraçou e continuou:


- Filho, desta vez eu não vou lhe bater, pode ir.


Se meu pai tivesse me dado as vinte chicotadas eu não teria derramado uma lágrima. Mas aquela tarde, chorei. Seu abraço doeu mais que vinte chicotadas. Seu amor doeu mais que seu castigo. Se ele me castigasse talvez eu continuasse fazendo aquilo que tinha feito sempre. Mas naquele mesmo dia prometi para mim mesmo que nunca mais faria meu pai chorar.


Jesus conhece bem o poder que o amor tem, e é por isso que quando erramos Ele não diz: "Vá embora, você não presta. Você pisou nos Meus mandamentos e traiu a Minha confiança. Não quero mais saber de você. Você é um caso perdido. Esqueça que Eu existo. Não volte para mim quando estiver precisando".


Ah, amigo, Deus não faz isto. O pecado nos afasta de Deus, mas ele não é capaz de afastar Deus de nós. Deus nos procura, Ele vai atrás de nós, nos espera, acredita. Ele nos ama. É por isso que você não tem o direito de permanecer triste. Você não tem o direito de estar pensando que não tem mais jeito. Deus o ama e nunca deixou de amá-lo. Ele morreu para salvá-lo. Deu Seu Espírito Santo com a plenitude de Seu poder para fazê-lo vitorioso, para tirá-lo da mediocridade, e dar-lhe a vitória.


Não quer você aceitar Jesus ? Não quer abrir o seu coração e lhe dizer: "Obrigado Senhor porque nunca deixaste de me amar. Obrigado também pelo poder que vem da cruz para transformar a minha vida".

ORAÇÃO


Querido Pai, ouve o clamor silencioso das pessoas que precisam de Ti. Obrigado porque Tu acreditas no ser humano. Obrigado também porque quando Tu perdoas, Tu esqueces e transformas. Coloque neste momento a Tua mão poderosa sobre cada vida. Em nome de Jesus. Amém.

Que DEUS abençoe a todos.

1 Timóteo 6:7

Sexta-feira 2 Outubro

Porque nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele (1 Timóteo 6:7).

O SERVO LIBERTO
O escritor Leon Tolstoi (1828-1910) conta a história de um servo russo que havia sido liberto da escravidão. Como paga por seus serviços fiéis, ele deveria receber toda a terra que pudesse rodear caminhando em um dia.

O homem se pôs a caminho ao raiar do sol. Não descansou todo o dia, comeu andando para não perder tempo. À medida que o dia passava, mais terreno era acrescentado às posses do futuro dono. Ele andou com muita pressa, sempre pensando que aquele bosque, aquela campina, aquele campo deveria lhe pertencer. Quando o sol se pôs, ele retornou ao ponto de partida. Uma sensação de felicidade encheu seu peito ao exclamar: “Tudo isso me pertence!” Então, caiu fulminado por um ataque do coração. Tolstoi termina a narrativa afirmando que o homem precisa de pouquíssima terra: seis pés debaixo do solo (cerca de 1,80 m).

Essa história nos lembra do versículo de hoje. Mas com quanta rapidez as pessoas se esquecem disso! Trabalham de sol a sol procurando acumular riquezas. E não são somente os gananciosos que agem assim. Esquecem que chegará o momento em que terão inevitavelmente de deixar tudo, não importa a meta que desejam alcançar. E isso pode acontecer repentinamente.

Temos de admitir: pode ser muito desagradável pensar nisso, porém precisamos enfrentar a realidade. O mais importante não são as posses materiais, mas, acima de tudo, as posses eternas e indestrutíveis que somente Deus pode nos dar. “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6:23).

Que DEUS abençoe a todos.

1 João 3.18

2 de Outubro

"Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade." 1 João 3.18

Andar no amor não significa nada mais e nada menos do que seguir o Cordeiro para onde quer que vá! Porém, o nosso "eu" não quer isso. Até Pedro, o discípulo mais zeloso e emotivo não queria isso. Ou seja, quando Jesus estava a caminho para o Calvário "Pedro o seguia de longe." Enquanto respondemos negativamente ao caminho do Cordeiro, enquanto "seguimos de longe", desviando-nos dos sofrimentos de Cristo, continuamos com nossos porquês tão mesquinhos, e não percebemos que é justamente através dos sofrimentos de Jesus Cristo, no Seu grande amor, que o Deus eterno se comunica conosco.

Mas como o nosso amor a Deus pode se tornar mais íntimo e profundo, de modo que sejamos capazes de seguir o Cordeiro para onde Ele for? Deixando que a grande verdade de Romanos 8.32 trabalhe em nossa vida: "Aquele que não poupou a seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura não nos dará graciosamente com ele todas as cousas?" Esse é o ilimitado amor de Deus, que Ele só pode comunicar por meio do amargo sofrimento e morte do Seu Filho. Este amor gera amor recíproco. E porque Deus de fato nos dá tudo, também experimentamos a realidade de Romanos 5.5: "...o amor de Deus é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo."

Que DEUS abençoe a todos.

Atos 26.1-18

Atos 26.1-18
1 A seguir, Agripa, dirigindo-se a Paulo, disse: É permitido que uses da palavra em tua defesa. Então, Paulo, estendendo a mão, passou a defender-se nestes termos:
2 Tenho-me por feliz, ó rei Agripa, pelo privilégio de, hoje, na tua presença, poder produzir a minha defesa de todas as acusações feitas contra mim pelos judeus;
3 mormente porque és versado em todos os costumes e questões que há entre os judeus; por isso, eu te peço que me ouças com paciência.
4 Quanto à minha vida, desde a mocidade, como decorreu desde o princípio entre o meu povo e em Jerusalém, todos os judeus a conhecem;
5 pois, na verdade, eu era conhecido deles desde o princípio, se assim o quiserem testemunhar, porque vivi fariseu conforme a seita mais severa da nossa religião.
6 E, agora, estou sendo julgado por causa da esperança da promessa que por Deus foi feita a nossos pais,
7 a qual as nossas doze tribos, servindo a Deus fervorosamente de noite e de dia, almejam alcançar; é no tocante a esta esperança, ó rei, que eu sou acusado pelos judeus.
8 Por que se julga incrível entre vós que Deus ressuscite os mortos?
9 Na verdade, a mim me parecia que muitas coisas devia eu praticar contra o nome de Jesus, o Nazareno;
10 e assim procedi em Jerusalém. Havendo eu recebido autorização dos principais sacerdotes, encerrei muitos dos santos nas prisões; e contra estes dava o meu voto, quando os matavam.
11 Muitas vezes, os castiguei por todas as sinagogas, obrigando-os até a blasfemar. E, demasiadamente enfurecido contra eles, mesmo por cidades estranhas os perseguia.
12 Com estes intuitos, parti para Damasco, levando autorização dos principais sacerdotes e por eles comissionado.
13 Ao meio-dia, ó rei, indo eu caminho fora, vi uma luz no céu, mais resplandecente que o sol, que brilhou ao redor de mim e dos que iam comigo.
14 E, caindo todos nós por terra, ouvi uma voz que me falava em língua hebraica: Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa é recalcitrares contra os aguilhões.
15 Então, eu perguntei: Quem és tu, Senhor? Ao que o Senhor respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues.
16 Mas levanta-te e firma-te sobre teus pés, porque por isto te apareci, para te constituir ministro e testemunha, tanto das coisas em que me viste como daquelas pelas quais te aparecerei ainda,
17 livrando-te do povo e dos gentios, para os quais eu te envio,
18 para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam eles remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim.


Atos 26:1-18

Convidado a testemunhar diante de Agripa, Paulo ergue os braços carregados de algemas. Como no capítulo 22, ele relata o seu encontro com o Senhor e em que circunstâncias o ministério lhe foi confiado. Quando seus olhos foram abertos, foi-lhe entregue a responsabilidade de abrir os olhos dos gentios ao acesso pela fé à luz, à liberdade, ao perdão dos pecados e à herança dos santos (v. 18; Colossenses 1:12-13).

As circunstâncias que levam à conversão nem sempre são as mesmas. Pedro estava em seu barco quando reconheceu seu estado pecaminoso. Levi estava sentado na coletoria e Zaqueu estava sobre uma árvore, quando o Senhor os chamou (Lucas 5:10, 27-28; 19:5). O etíope converteu-se em seu carro, e o carcereiro de Filipos, na prisão à meia-noite (Atos 8:27; 16:29). Paulo converteu-se ao meio-dia, quando estava a caminho de Damasco (v. 13). Você pode dizer onde e quando encontrou Jesus? Se pode, não tema em contar sua conversão quando tiver oportunidade. Isso não é para nos glorificar, desde que falemos também do triste estado em que nos encontrávamos. Ao contrário, nosso testemunho serve para exaltar a soberana graça de Deus que transformou a nossa vida.

Que DEUS abençoe a todos.

Atos 25.13-27

Atos 25.13-27
13 Passados alguns dias, o rei Agripa e Berenice chegaram a Cesaréia a fim de saudar a Festo.
14 Como se demorassem ali alguns dias, Festo expôs ao rei o caso de Paulo, dizendo: Félix deixou aqui preso certo homem,
15 a respeito de quem os principais sacerdotes e os anciãos dos judeus apresentaram queixa, estando eu em Jerusalém, pedindo que o condenasse.
16 A eles respondi que não é costume dos romanos condenar quem quer que seja, sem que o acusado tenha presentes os seus acusadores e possa defender-se da acusação.
17 De sorte que, chegando eles aqui juntos, sem nenhuma demora, no dia seguinte, assentando-me no tribunal, determinei fosse trazido o homem;
18 e, levantando-se os acusadores, nenhum delito referiram dos crimes de que eu suspeitava.
19 Traziam contra ele algumas questões referentes à sua própria religião e particularmente a certo morto, chamado Jesus, que Paulo afirmava estar vivo.
20 Estando eu perplexo quanto ao modo de investigar estas coisas, perguntei-lhe se queria ir a Jerusalém para ser ali julgado a respeito disso.
21 Mas, havendo Paulo apelado para que ficasse em custódia para o julgamento de César, ordenei que o acusado continuasse detido até que eu o enviasse a César.
22 Então, Agripa disse a Festo: Eu também gostaria de ouvir este homem. Amanhã, respondeu ele, o ouvirás.
23 De fato, no dia seguinte, vindo Agripa e Berenice, com grande pompa, tendo eles entrado na audiência juntamente com oficiais superiores e homens eminentes da cidade, Paulo foi trazido por ordem de Festo.
24 Então, disse Festo: Rei Agripa e todos vós que estais presentes conosco, vedes este homem, por causa de quem toda a multidão dos judeus recorreu a mim tanto em Jerusalém como aqui, clamando que não convinha que ele vivesse mais.
25 Porém eu achei que ele nada praticara passível de morte; entretanto, tendo ele apelado para o imperador, resolvi mandá-lo ao imperador.
26 Contudo, a respeito dele, nada tenho de positivo que escreva ao soberano; por isso, eu o trouxe à vossa presença e, mormente, à tua, ó rei Agripa, para que, feita a argüição, tenha eu alguma coisa que escrever;
27 porque não me parece razoável remeter um preso sem mencionar, ao mesmo tempo, as acusações que militam contra ele.


Atos 25:13-27

Agripa e Berenice (assim como Drusila, mulher de Félix) eram filhos de Herodes (cap. 12:1) e formavam a quarta geração dessa criminosa dinastia. A visita de cortesia que fazem ao novo governador é a oportunidade que Agripa tem de interrogar o estranho prisioneiro. O modo como Festo resume o assunto mostra-nos que ele pouco se interessava por questões religiosas, "particularmente a um certo morto, chamado Jesus" (v. 19). Cristo não é nada mais que isso para muitas pessoas hoje em dia. Contudo, Paulo afirma que Ele está vivo, e isso faz toda a diferença.

O apóstolo é introduzido na corte que estava reunida "com grande pompa". De acordo com a palavra do Senhor a Ananias, Paulo era "um instrumento escolhido" para levar o nome de Jesus diante de reis (cap. 9:15). Era o embaixador do Rei dos reis, mas um "embaixador em cadeias", como ele mesmo se denomina em Efésios 6:20. Porém, ele fala com ousadia do seu Senhor, porque "a palavra de Deus não está algemada" (2 Timóteo 2:9).

Que DEUS abençoe a todos.

2 Reis 1:1-10

2 Reis 1:1-10

1 E DEPOIS da morte de Acabe, Moabe se rebelou contra Israel.
2 E caiu Acazias pelas grades de um quarto alto, que tinha em Samaria, e adoeceu; e enviou mensageiros, e disse-lhes: Ide, e perguntai a Baal-Zebube, deus de Ecrom, se sararei desta doença.
3 Mas o anjo do Senhor disse a Elias, o tisbita: Levanta-te, sobe para te encontrares com os mensageiros do rei de Samaria, e dize-lhes: Porventura não há Deus em Israel, para irdes consultar a Baal-Zebube, deus de Ecrom?
4 E por isso assim diz o Senhor: Da cama, a que subiste, não descerás, mas sem falta morrerás. Então Elias partiu.
5 E os mensageiros voltaram para ele; e ele lhes disse: Que há, que voltastes?
6 E eles lhe disseram: Um homem saiu ao nosso encontro, e nos disse: Ide, voltai para o rei que vos mandou, e dizei-lhe: Assim diz o Senhor: Porventura não há Deus em Israel, para que mandes consultar a Baal-Zebube, deus de Ecrom? Portanto da cama, a que subiste, não descerás, mas sem falta morrerás.
7 E ele lhes disse: Qual era a aparência do homem que veio ao vosso encontro e vos falou estas palavras?
8 E eles lhe disseram: Era um homem peludo, e com os lombos cingidos de um cinto de couro. Então disse ele: É Elias, o tisbita.
9 Então o rei lhe enviou um capitão de cinquenta com seus cinquenta; e, subindo a ele (porque eis que estava assentado no cume do monte), disse-lhe: Homem de Deus, o rei diz: Desce.
10 Mas Elias respondeu, e disse ao capitão de cinqüenta: Se eu, pois, sou homem de Deus, desça fogo do céu, e te consuma a ti e aos teus cinqüenta. Então fogo desceu do céu, e consumiu a ele e aos seus cinqüenta.


2 Reis 1:1-10
Desde o começo deste livro vemos o ímpio Acazias mergulhando ainda mais na idolatria. Tendo ficado doente, ele envia mensageiros para consultar Baal-Zebube (senhor das moscas ou da contaminação). Esse é um ato ainda mais sinistro porque, por trás do ídolo, está Satanás, que procura ardentemente ser adorado e a quem os judeus chamariam de Belzebu, o príncipe dos demônios (Mateus 12:24)! O fim do rei é decretado pelo Senhor, e Elias tem a responsabilidade de transmitir-lhe a mensagem, como havia feito antes com Acabe, pai de Acazias. Ao ouvir a palavra divina, Acabe demonstrou ainda certa humildade, mas Acazias só pensa em capturar o profeta, com violência se necessário. Isso nos faz lembrar dos atos criminosos de outro rei ímpio, Herodes, contra João Batista (a quem a Palavra de Deus sempre conecta com Elias – observe a roupa que usavam: v. 8 e Marcos 1:6). Essa notória rebelião contra o Senhor traz um castigo imediato e solene.

Acazias supera seu pai no praticar o mal. Ele tinha diante de si apenas os tristes exemplos de seus pais, Acabe e Jezabel. Porém, o que dizer dos jovens que foram criados por pais piedosos e mesmo assim seguiram após os ídolos deste mundo?

Que DEUS abençoe a todos.

1 Reis 22:41-53

1 Reis 22:41-53

41 E Jeosafá, filho de Asa, começou a reinar sobre Judá no quarto ano de Acabe, rei de Israel.
42 E era Jeosafá da idade de trinta e cinco anos quando começou a reinar; e vinte e cinco anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Azuba, filha de Sili.
43 E andou em todos os caminhos de seu pai Asa, não se desviou deles, fazendo o que era reto aos olhos do Senhor.
44 Todavia os altos não se tiraram; ainda o povo sacrificava e queimava incenso nos altos.
45 E Jeosafá esteve em paz com o rei de Israel.
46 Quanto ao mais dos atos de Jeosafá, e ao poder que mostrou, e como guerreou, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Judá?
47 Também expulsou da terra o restante dos sodomitas, que ficaram nos dias de seu pai Asa.
48 Então não havia rei em Edom, porém um vice-rei.
49 E fez Jeosafá navios de Társis, para irem a Ofir por causa do ouro; porém não foram, porque os navios se quebraram em Eziom-Geber.
50 Então Acazias, filho de Acabe, disse a Jeosafá: Vão os meus servos com os teus servos nos navios. Porém Jeosafá não quis.
51 E Jeosafá dormiu com seus pais, e foi sepultado junto a eles, na cidade de Davi, seu pai; e Jeorão, seu filho, reinou em seu lugar.
52 E Acazias, filho de Acabe, começou a reinar sobre Israel, em Samaria, no ano dezessete de Jeosafá, rei de Judá; e reinou dois anos sobre Israel.
53 E fez o que era mau aos olhos do Senhor; porque andou no caminho de seu pai, como também no caminho de sua mãe, e no caminho de Jeroboão, filho de Nebate, que fez pecar a Israel.


1 Reis 22:41-53
O reinado de Josafá é recontado em detalhes no segundo livro de Crônicas. Por hora, terminamos com um incidente muito instrutivo. Josafá fez uma frota de navios para buscar ouro em Ofir. Contudo, a mão de Deus o impediu; seus navios afundaram. Será que ele persistiu? Não, pelo contrario, se submeteu. O rei de Israel ofereceu seus marinheiros para ajudá-lo, mas desta vez Josafá disse “não”!

Todos nós já vivemos a experiência de fazer grandes planos que foram por água abaixo de uma só vez por causa de uma situação inesperada. Esse foi o caso de Jó. Ele clamou: “Os meus dias passaram, e se malograram os meus propósitos, as aspirações do meu coração” (Jó 17:11). Para colocar um fim nesses projetos, Deus usa de vários meios: clima desfavorável, doença, falta de dinheiro, reprovações em exames… E isso é sempre angustiante. Porém, em vez de ficar magoados, ou insistir em nossos planos, perguntemos a Deus se eles realmente estão de acordo com a vontade de dEle. Um espírito quebrantado tem aos olhos de Deus muito mais valor que navios partidos.

O último parágrafo nos traz de volta à corte de Israel. Ali vemos o novo rei, Acazias, servindo a Baal e se prostrando diante dele. Esse é o lamentável final do primeiro livro dos Reis.

Que DEUS abençoe a todos.